



oficina de dramaturgia
escrita para a cena
Vagas disponíveis
programa
Esta oficina teórico-prática propõe uma investigação sobre a linguagem da dramaturgia, entendida aqui como uma forma de escrita que atravessa diferentes territórios da escrita para a cena, como o teatro, a poesia falada, a performance e o cinema. O objetivo é refletir sobre essa forma de escrita como um acontecimento vivo, pensando no instante em que a palavra se alia ao gesto, ao ritmo, à voz e à imagem para ganhar corpo e presença. A partir da leitura de autores de teatro modernos e contemporâneos, da discussão sobre filmes e da realização exercícios práticos de criação, investigaremos três eixos fundamentais: Ação e jogo — como um texto age a partir do risco? Vozes — quem fala e quem cala em uma cena? Espaço e tempo — como a escrita cênica é capaz de tensionar presenças de maneira não-linear? Ao longo dos encontros, os participantes serão convidados a criar breves cenas a partir de poemas de livre escolha, experimentando a passagem da palavra à ação, da leitura à escuta, da escrita ao corpo. Programa: Aula 1 – Ação e Jogo Aula 2 – Vozes: quem fala e quem cala na cena Aula 3 – Espaço e Tempo Aula 4 – A Escrita em Cena * Clarisse Zarvos é atriz, diretora de teatro e dramaturga. Graduada em Artes Cênicas pela UNIRIO e Mestre e Doutora em Literatura, Cultura e Contemporaneidade pela PUC-Rio, publicou o livro de prosa poética "Baile dos Continentes" (Editora Patuá, 2024). Atualmente é codiretora do grupo de teatro documentário Teatro ao Redor. Em 2021, foi selecionada para a residência artística na Cité Internationale des Arts de Paris, onde desenvolveu a performance "Cada Solidão é Eco de uma Multidão". Assina as dramaturgias de espetáculos como "Pastrana – a Mulher mais feia do mundo" (2021) e "Solitárias" (2018), e é coautora de "Há Mais Futuro que Passado" (2017, publicada pela Editora Javali). Sua pesquisa transita entre a palavra e o corpo, entre o documento e a ficção, tensionando os limites entre literatura, teatro e performance.

