projetos

escrita incomum

quando

junho e julho de 2022

sobre o projeto

Nos meses de junho e julho de 2022, a escola da palavra foi inaugurada em uma ação em conjunto com A Cooperativa Cultural. Elaboramos juntos um programa de oficinas chamado “escrita incomum”, com dez poetas educadores e educadoras (Ana Luiza Rigueto, Beatriz Malcher, Gabriel Bustilho, Gabriela Perigo, Heyk Pimenta, Lucas van Hombeeck, Natasha Felix, Rafael Zacca, Thadeu Santos e Valeska Torres) responsáveis por conduzir, em duplas, aulas de criação literária nos jardins do Museu da República.

A ação fazia parte da ocupação da Cooperativa, chamada “Casa Comum”. E como tinha esse nome, pensamos no seguinte programa:

 

“Conjunto de oficinas construídas em parceria com a escola da palavra, propostas por dez poetas que nos convidam a repensar a escrita e a performance da poesia a partir de questões éticas e estéticas: Como construir uma comunidade que não exclua a diferença? Como fabular corpos provisórios e híbridos para sobreviver ao fim do espaço público? Como transitar entre a voz, o risco e o gesto neste fim de partida tenebroso? O que podem a escrita, a leitura e a produção de comunidades em torno dessas atividades diante da nossa República, que deixa muita gente de fora e inclui tantas outras a partir da ruína de seus mundos e de suas vidas?”

 

As oficinas, com 10 dias de 2h30 cada durante 5 semanas, se chamavam: “Outras repúblicas”, “Jogo e fim de partida”, “Escritas para o chamamento”, “Farsa: entre o poema e a performance” e “Edição, montagem, recombinação”. A política de pagamentos foi conversada com a Cooperativa, e chegamos a uma proposta parecida com o que fazemos aqui na escola. Também com política de bolsas.

 

O gostoso da coisa toda é que era ao ar livre, junto a um movimento cultural por uma mudança de valores e formas de produção de valores nas artes, que é a Cooperativa. Essa parceria, motivada pelo encontro e convite com as idealizadoras do movimento, a Izabela Pucu e a Lara Lima, foi o que permitiu que a gente criasse um chão bastante sólido pra fazer a escola da palavra começar a andar.