



geopoéticas
escrever junto à Terra
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programa
“O homem não habita a Terra, mas a domina pela linguagem”, escreve o poeta francês Michel Deguy. Nosso discurso sobre o mundo contribui para práticas exploratórias em diferentes níveis, que promovem, em último caso, isso que se pode chamar de geocídio. Como habitar a Terra sem dominá-la por determinadas formas de linguagem? E como nossas práticas discursivas podem estabelecer relações outras com o planeta? A partir da noção de geopoética (Kenneth White), a proposta da oficina é imaginar coletivamente diferentes formas de encarar essas questões. Para isso, vamos observar experiências artísticas, como as de Carlos Drummond de Andrade e Denilson Baniwa, e de linguagem e pensamento, como em Anna Tsing e Helene Cixous, que ensaiam outros caminhos para essas questões. É a partir dessas referências que vamos exercitar a escrita para estabelecer relações com a Terra. * Gabriel Bustilho é poeta, professor e doutorando vinculado ao programa de Pós-Graduação em Ciência da Literatura na UFRJ. Desenvolve pesquisa na área de Teoria da Literatura em torno da discussão sobre o mito na modernidade a partir de uma exposição surrealista e de textos de Georges Bataille. É também semifinalista do Prêmio Oceanos 2021 com o livro "No dia após", publicado pela Urutau em 2020.

