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de uma a outra expedição

Atualizado: 10 de mar.

dois livros de Marília Garcia


por Jessica Di Chiara



1. Uma boa epígrafe tem de ser, ao mesmo tempo, a raiz e o quadrado do livro



Série Potsdamer Platz, de Michael Wesely (1997-1999)


O fotógrafo alemão Michael Wesely é conhecido por seu trabalho pioneiro em fotografias de longa exposição, no qual registra, sobretudo, cidades, edifícios e paisagens em construção. Na série Potsdamer Platz, realizada no final dos anos 1990, Wesely chegou a deixar câmeras fotográficas, com os obturadores abertos, por cerca de 2 anos, voltadas para a praça que, após a queda do Muro de Berlim, estava em reconstrução. As imagens daí resultantes não revelam tão somente a nova praça, mas o movimento de passagem do tempo. Fotografar significa, literalmente, escrever com a luz. A técnica de fotografar em longa exposição consiste, basicamente, em deixar o obturador de uma câmera fotográfica aberto por um tempo mais longo que o habitual, fazendo, assim, com que mais luz entre pelo aparelho e se fixe na superfície sensível. Esse procedimento seria capaz de revelar não apenas detalhes das partes mais escuras de uma cena, como também o rastro de objetos em movimento e vivos nela, como uma espécie de memória do que por ali (se) passou.

As imagens de longa exposição de Wesely captam um momento (de dois anos) da vida de uma praça e seus arredores, momento este marcado por sua reconstrução urbanística, em que prédios estavam sendo erguidos e a paisagem, modificada. Porém, interessante notar que, ao registrarem a mudança a princípio na arquitetura, as fotos de Wesely nos contam, a partir de um canteiro de obras, também sobre mudanças “invisíveis”, geopolíticas e afetivas, daquele território: desde a construção à queda do Muro, que dividiu fisicamente por 28 anos a cidade de Berlim em uma parte ocidental e outra oriental (período no qual a praça foi completamente esvaziada, pois o muro passava exatamente pelo meio dela) ao processo de reconstrução e reunião da cidade, que não é exclusivo da arquitetura, mas que se manifesta nela: não só a cidade se reuniu, mas as pessoas que a habitavam também. As mudanças na arquitetura da praça podem ser lidas como indícios materiais do fim de uma era política (a do continente europeu marcado pela divisão entre socialismo e capitalismo). Podemos dizer, então, que muitas coisas se condensam numa só imagem. Sendo uma espécie de mescla entre tempo e espaço, tais imagens, através da técnica empregada, nos revelam aquilo que Theodor Adorno chamou de “o índice histórico da verdade”: não procuram retratar o eterno no transitório, mas sim eternizar o transitório nas muitas camadas de impressão da luz de cada objeto que elas guardam, espécie de palimpsesto translúcido que expõe, numa só imagem e juntas, as várias camadas do tempo não só passado, mas passando.

Em entrevista recente, Marília Garcia comentou que, se pudesse voltar no tempo, talvez este trabalho de Wesely fosse uma epígrafe possível para o seu mais novo livro de poemas, Expedição: nebulosa (Cia. das Letras, 2023). Essas imagens que nos mostram, a um só tempo, as coisas que ficaram paradas ao longo dos anos e os elementos que estavam em movimento, vivos e se mexendo, e que aparecem de forma borrada na composição da imagem, segundo ela, teriam muita relação com a ideia de seu próprio livro, e a ajudariam a pensar os vários movimentos e deslocamentos que o compõem.

Caso o fizesse, o gesto de se apropriar de uma imagem e utilizá-la como epígrafe não seria novo na escrita da autora. Ele nos remete a seu livro anterior, Parque das ruínas (Luna Parque, 2018), em que o poema homônimo, que abre e intitula o livro, se inicia com “uma epígrafe em forma de imagem”. Trata-se do trabalho, também fotográfico, da artista americana Rose-Lynn Fisher, Topografia das lágrimas. Nessa série, Fisher deseja registrar “um pequeno instante na vida de uma lágrima” e, para realizar este feito, seu trabalho consistiu no experimento de olhar para imagens de lágrimas colocadas sobre lâminas de microscópio e ampliá-las. Nesse procedimento, o registro das imagens que se formaram assemelhavam-se a fotografias aéreas – a imagens de mapas ou territórios feitas do alto, a uma escala de distância significativa. São imagens que, sem legenda, nos enganam. Pois, aqui, a imagem que parece feita de longe, do alto, de fora da terra, revela, na verdade, algo que está “muito perto / perto demais”, podemos até dizer, dentro.





Imagem da série The topography of Tears, de Rose-Lynn Fisher (2015)


O que essas duas epígrafes – a que existe e a que poderia ter existido – nos dão a pensar e aproximam Expedição: nebulosa de Parque das ruínas? De um livro a outro me parece haver a transmissão de uma mesma tarefa.


[isso aqui é uma expedição]



2. “Sempre que entrar nas profundezas pense nas alturas”.


Isso me lembrou um episódio da segunda temporada do podcast vinte mil léguas, dedicado à vida de Alexander von Humboldt, figura que, na Berlim (antiga Prússia) da virada dos séculos XVIII para o XIX, foi de tudo um pouco: inspetor de minas, geógrafo, escritor, naturalista, filósofo, viajante, etc. A premissa desse podcast é ler os cientistas como escritores. Apesar de o Humboldt ter participado do nascimento de muitas das ciências modernas que conhecemos hoje, como a geografia, a geologia, a biologia e até a meteorologia, não sabemos atribuir a ele uma grande descoberta, uma lei ou sequer uma teoria que tenha sido central na história das ciências. Quase tão famoso no século XIX quanto desconhecido no XXI, Humboldt chegou a conhecer metade do mundo de sua época: foi um grande viajante e realizou várias expedições. Mas, antes de viajar mundo afora, ele passou um tempo na cidade de Freiberg cursando mineralogia e, por causa disso, ficou dias e dias debaixo da terra, dentro de cavernas.

“Visita guiada ao centro da Terra”: assim se chama o segundo episódio da segunda temporada de vinte mil léguas. Nele, o jovem Humboldt está estudando mineralogia em Freiberg, dentro das minas da cidade, explorando seus ambientes subterrâneos. Nesse mesmo período, uma outra personalidade alemã da virada do século também esteve em Freiberg estudando mineralogia e trabalhando como inspetor de minas nas cavernas: Georg Philipp Friedrich von Hardenberg, mais conhecido pelo pseudônimo de Novalis, importante poeta e filósofo, e futuro integrante do grupo do primeiro romantismo alemão. Novalis via nos mineiros “quase astrólogos invertidos”, pois estes voltariam o seu olhar para a terra sondando a estrutura das profundezas do mesmo modo que os astrólogos contemplam os céus. Tudo isso eu aprendi escutando o podcast. Também aprendi nesse episódio do vinte mil léguas que parece que muitos escritores de língua alemã naquele momento tinham alguma relação com a mineralogia, fosse trabalhando em minas, fosse escrevendo sobre minas, ou então as duas coisas, como é o caso do próprio Novalis. A imagem que as minas e cavernas evocavam era a da possibilidade dos homens conhecerem o interior do planeta, conhecerem sua natureza por dentro, suas engrenagens e segredos, e isso gerava certo fascínio (da aventura e do conhecimento).

É possível associar a questão da mineração nesse território que hoje é a Alemanha com uma virada que ocorreu na literatura daquela época e o advento do Romantismo. Pois ali a poesia do ocidente encontrou um ponto de inflexão, um ponto de aprofundamento (já que estamos falando de minas), como se os poetas daquele tempo fossem mineradores da própria alma. Para nós hoje isso soa até normal; quando falamos em poesia, imaginamos sem muita dificuldade um texto que fala sobre a vida interior, sobre algo que pode ser até profundo. Apesar de haver os movimentos de descida (katábasis) e subida (anábasis) em poetas anteriores, como Dante ou Homero, o interesse maior da poesia até então não era o que acontece no lado de dentro de uma pessoa. Mas ali na Alemanha da virada do XVIII para o XIX o interesse começa a se voltar cada vez mais para dentro, cada vez mais para o fundo, para a vida interior e para como o mundo externo repercute no mundo interno.

Novalis escreveu uma novela em que ele fala de uma flor azul, e essa flor virou um dos emblemas do movimento romântico alemão e da poesia daquele momento. Essa flor azul só podia ser encontrada depois de se atravessar os túneis subterrâneos de uma caverna. Assim, o protagonista dessa novela, um jovem poeta em amadurecimento, entende que deve virar um minerador para revelar os segredos da natureza (interna e externa). Um outro poeta primeiro romântico alemão, Friedrich Schlegel, grande amigo de Novalis, formulou um aforismo que vai ao encontro desse espírito de época: toda arte deve tornar-se ciência e toda ciência, arte. Entre a mineralogia e a poesia, mas não só (é importante lembrar também que essas categorias, “arte” e “ciência", eram bem mais porosas naquele período), os poetas eram cientistas e, muitas vezes, e os cientistas, poetas.


3. “É bom morar no azul”


E por falar em flor azul, me lembrei de outro trabalho da Marília Garcia que conversa com a obra “Polaridades” da Anna Bella Geiger que conversa com as primeiras imagens do homem na Lua que conversa com a música “Space Oddity” de David Bowie que conversa com a frase de Yuri Gagarin (“a Terra é azul”) que conversa com a música “Astronauta” de Vinícius de Moraes que conversam, todas essas obras, com o azul que estaria não numa flor, nem escondido nas profundezas da Terra, mas sim que seria a própria imagem da Terra vista de fora dela, bem no alto, distante: no espaço. E não é só pelo azul que essa associação me ocorreu. É também porque ali, dentro do grupo primeiro romântico alemão, floresce uma certa ideia de um discurso sobre a arte que não se queria nem a prescrição normativa de modelos a serem seguidos, nem o julgamento sobre a adequação de obras singulares a certa ideia reguladora de arte. Esse discurso ganhou o nome de crítica de arte. A ideia de crítica como uma conversa, um desdobramento e uma continuidade das obras é formulada e exercitada por esses amigos românticos, como o Novalis e o Schlegel. A crítica, no momento de seu nascimento, se confundia, ou melhor, não se distinguia do seu tema, a própria poesia. O crítico era poeta, e o poeta, crítico.



4. “Isto aqui é uma expedição”


As histórias de Humboldt e de Novalis, em particular, e do romantismo alemão, em geral, apresentadas no episódio do podcast vinte mil léguas logo me remeteram ao que vemos se desenrolar em Expedição: nebulosa. Dividido em 4 seções e um pós-escrito (intitulado P.S.), este livro de Marília nos apresenta dois conjuntos de poemas breves (que compõem as seções “Dias contados” e “História natural”) e dois longos poemas-ensaio. O título do livro, inclusive, ecoa o primeiro poema-ensaio da obra, que é a segunda seção inteira: “Expedição: nebulosa (10 atos + diálogo)”. Esta, por sua vez, ecoa o título de um poema presente na primeira seção, “expedição nebulosa” (assim, sem o sinal de dois pontos e o adendo explicativo entre parênteses). O segundo poema-ensaio, “Então descemos para o centro da Terra”, nomeia a quarta seção, que precede a nota P.S. – e, aos meus ouvidos, faz ecoar o título do episódio “Visita guiada ao centro da Terra”. E, já que estamos falando sobre o eco, sobre aquilo que se repete com alguma diferença, vocês também sentem que ele é um princípio estruturante do livro? O título do livro ecoa o poema-ensaio central contido nele que, por sua vez, ecoa o quinto poema da primeira sessão, que, por sua vez, ecoa a obra de um amigo ausente, o Victor Heringer, que aparece como eco no poema-ensaio que intitula o livro e que tem, por sua vez, a ninfa Eco como personagem do poema, poema esse que ecoa a obra Echo, de Richard Serra, que ecoa a apresentação ao vivo desse mesmo poema realizada pela primeira vez no Festival Serrote, em 2019, que ecoa a primeira versão impressa do poema que intitula o livro e que foi publicada na Revista Serrote n. 32, que ecoa…

Mas eu queria falar de um outro eco. Do eco de um verso que passa de um livro a outro: “[isto aqui é uma expedição]”.

Pensando que uma expedição geralmente se dá em direção a um território desconhecido, ou seja, que uma expedição se dá geralmente para fora, parece que a expedição desse livro se faz também ao olhar-se para dentro. E essa investigação interna, cotejada com ou atravessada por acontecimentos públicos, acaba confluindo numa espécie de reflexão sobre o tempo (“há um personagem / que aparece em todos os / poemas: / o tempo”). Mas não só. Das expedições entre Parque das ruínas e Expedição: nebulosa, parece existir também uma questão de escala. Do infraordinário a uma expedição nomeada nebulosa, me pergunto: qual a escala de uma nebulosa? Pois, o que é uma nebulosa? Um evento astronômico não apenas extraordinário como extraterrestre. Ao mesmo tempo, uma nebulosa é uma massa enorme formada por poeira estelar. No fundo, algo imenso formado por partículas minúsculas. E me pergunto: em sentido figurado, o que queremos dizer quando dizemos de alguém que é uma pessoa nebulosa?


5. Nebulosa biográfica


Em Garotas em tempos suspensos, Tamara Kamenszain conversa com o Roland Barthes de A preparação do romance (vol. 2) pensando as relações entre vida pública e vida privada, entre História e história, entre romance e poesia, entre vida e obra, entre, por fim, vida afetiva e vida do pensamento a partir da imagem de uma nebulosa biográfica. “os autores enquanto escrevem vivem vidas / que valem a pena serem lidas. / Barthes já intuía isso que chamou / de nebulosa biográfica / pôr de novo na produção intelectual / um pouco de afetividade”. Ela que, no fim de sua vida, esteve interessada naquilo (e naquelas) que era menor e pequeno (Libros chiquitos, Chicas en tiempos suspendidos…), parece nos enviar uma mensagem a partir dessa imagem barthesiana de uma nebulosa biográfica, que poderia ler lida mais ou menos assim: olhar para o pensamento que compõe as obras, mas que vaza para as margens do texto publicado, fazendo com que, assim, a vida de quem escreve, as amizades que atravessam esta vida, os afetos que a constituem, os diálogos com obras e leituras que acabam se incorporando como estilo no desenvolvimento de uma obra também sejam lidos e considerados. Seria essa nebulosa biográfica uma pista de leitura para ver o que está em jogo em Expedição: nebulosa?

Talvez uma forma de produzir relação entre uma “expedição: nebulosa” e a “nebulosa biográfica” possa estar dentro do gesto ensaístico. Não é novidade nenhuma dizer que Marília é uma poeta que se posiciona como uma ensaísta diante dos objetos que pretende falar e com os quais deseja pensar. Borrando as fronteiras e os modos constituídos e disciplinarizados dos saberes e dos gêneros, é como se Marília estivesse ao mesmo tempo investigando as coisas do mundo e a si mesma, pensando com afeto e sentindo com pensamento; anunciando, com isso, certa defesa da mistura e da confusão entre sujeito, objeto e forma. Com esse gesto, ela está no passado e no futuro: está a frente de seu tempo (mas não está sozinha), e lança certa tendência ensaística (ao mesmo tempo afetiva e intelectual) e performática a seus contemporâneos em poesia brasileira; ao mesmo tempo, está no passado, recuperando ou assimilando-se aos poetas primeiro românticos que experimentavam as formas, confundiam os gêneros, passeavam entre os campos de saber, investigavam e exploravam ao mesmo tempo que sentiam o mundo e a si mesmos, constituindo entre si uma nebulosa biográfica: a história de amizade seja entre poesia, ciência e filosofia, seja entre os integrantes desse grupo, que participava não só do pensamento que elaboraram, mas das formas de escrita que testaram no mundo.

E então, de repente para mim o gesto poético de Marília passou a ecoar o gesto que esteve em curso no momento do primeiro romantismo alemão. Essa tarefa passa de livro a livro e vem se consolidando em sua poesia. A de uma poeta ensaísta, a de uma poeta pesquisadora, a de uma poeta cuja sensibilidade está emaranhada e afetada por uma série de encontros, a de uma poeta que faz perguntas sem respostas e, que, por isso mesmo, tanto nos instiga a continuar pensando, sempre de um modo emocionado e aventureiro. Ao mesmo tempo que o faz relatando a si, convocando a sua nebulosa biográfica e se colocando o tempo todo em questão.

Um dos modos de caracterizar o trabalho de um ensaísta é, como bem disse Lukács em uma carta endereçada a seu amigo Leo Popper, o contentamento com o comentário sobre aquilo que os outros já fizeram. Nessa modéstia, a do comentário entusiasmado de uma obra singular, abre-se espaço para, com e a partir dela, pensar questões mais amplas, endereçadas à vida. Não seria esse o gesto que vemos na poesia de Marília Garcia?



*


Rafa, Lucas,

vim aqui continuar em público um tipo de conversa que travamos de modo mais ou menos contínuo há tempos, sobre impressões de nossas leituras em comum, muitas vezes não tanto das obras mesmas, mas dos fios que elas abrem para cada um de nós e nos dão a pensar. sei que vocês dois também são leitores da obra da Marília Garcia. isso porque gente troca ideia sobre o que ela nos dá a pensar dos lugares mais banais aos mais inusitados: desde oficinas de poesia, palestras e grupos de estudo às conversas de whatsapp e instagram; em cafés, bares, feiras de bairro, praia ou lançamentos de livro até o corredor da academia de ginástica. é que não tem hora nem lugar certo pra falar de poesia ou daquilo que nos toca.

fiquei muito feliz quando tive notícias d’a bobina, a coluna de crítica de poesia da escola da palavra. fiquei pensando na palavra bobina, palavra estranha ao nosso vocabulário cotidiano e q, ao mesmo tempo, me é familiar. isso pq, desde criança, sempre tivemos em casa um aparelho de fax. mamãe trabalhava num escritório doméstico improvisado e recebia mts pedidos pelo aparelho, além de enviar outros tantos. apesar de toda curiosidade, a gente (minha irmã e eu) não podia chegar mt perto dele, afinal, aquilo era instrumento de trabalho, não brinquedo! só q, volta e meia, o papel acabava, e então era preciso trocar a bobina do papel de fax. confesso q smp achei fascinante o mecanismo: como é q a mensagem se escrevia sem a necessidade de nenhuma tinta? mais tarde me explicaram q isso acontecia por causa de uma reação química. através do calor, o papel de fax, que era termossensível, ia “queimando” em regiões específicas, e a mensagem ia aparecendo. (tipo, como o negativo da câmera fotográfica de longa exposição do Wesely?) confesso q nunca entendi exatamente o mecanismo, e nem me esforcei p. tanto. prefiro ficar com o mistério e a minha memória de criança de estar assistindo a um truque de mágica a cada vez. mas soube q outras coisas também ganham esse nome estranho: bobina. pesquisando rapidamente na internet, notei q objetos em formato anelar ou encaracolado podem ser nomeados genericamente assim, e q, na eletrônica, bobina é um instrumento importante q possibilita a transformação de energia elétrica em campo magnético. essas bobinas são fundamentais, p.e., p. transmissões de rádio.

e então fiquei pensando no nome da coluna, e desejando q ela seja smp isso: um lugar de difusão e de transmissão de mensagens. q bom q aqui eu posso brincar de passar 1fax p. vcs!

beijinhos,

Jessica


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Jessica Di Chiara é doutoranda em Filosofia pela PUC-Rio e uma das editoras da revista portuguesa DOBRA — literatura, artes, design.



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