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só músculo: escrita não-criativa

Gabriel Bustilho e Marcelo Reis de Mello

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programa

Esta é uma oficina de escrita não-criativa. Contra a dependência da inspiração e contra os mitos que associam, ainda hoje, a imagem do poeta ao gênio solitário. Ao entendemos os processos de recontextualização, citação e reciclagem da poesia contemporânea, podemos encarar a poesia como um trabalho de arquivo. O poeta an-arquiva as palavras. Abre o dicionário e a gramática não para procurar as palavras certas, mas para furar o texto (como uma traça ou broca). Escrita como trabalho muscular. Sem epifania. Talvez um pouco de bruxaria. O coração continua batendo no poema, mas quase sem percussões líricas. Como aquele do poema de Eucanaã Ferraz: “Quase só músculo a carne dura./ É preciso morder com força.” Para isso vamos ler desde os poemas ready-made a poemas que mobilizam ferramentas como corte e colagem, remontagem, googlagem, para então escrever poemas fazendo uso dessas ferramentas. *** Gabriel Bustilho nasceu no Rio de Janeiro, em setembro de 1997. Hoje é poeta e pesquisador. Faz parte, como mestrando, do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Literatura/UFRJ, onde estuda a história do surrealismo. Além disso, integra o Núcleo Edição, do Programa Avançado de Cultura Contemporânea (PACC/UFRJ). Pela Editora Urutau, em 2020, publicou seu livro de estreia, "no dia após", que foi semifinalista do Prêmio Oceanos 2021. *** Marcelo Reis de Mello é poeta e professor de literatura. Doutor em literatura comparada pela UFF/CAPES, é o orientador efetivo da área de literatura da Coart UERJ. Publicou, entre outros, "José mergulha para sempre na piscina azul" (Garupa, 2020, finalista do Prêmio Jabuti).