Das negatividades do riso
1. Em contexto colonial, a sátira de Gregório de Matos, destinada às degradações moral e política. No período romântico, a galhofa de Luiz Gama, confrontando as misérias do Império. Na cena modernista, o poema-piada de Oswald de Andrade, surfando na esteira iconoclasta das vanguardas europeias. Em 1975, sob o panorama da ditadura civil-militar, o Cacaso da chamada geração marginal, anotando “o meu amor e eu / nascemos um para o outro // agora só falta quem nos apresente”. A evocação do riso...